sábado, 24 de novembro de 2018

Observação 6 - 27/09/2018 - Dissolução do eu


COMO MINDULNESS ATUA?

Mecanismos de atuação:
·         Aumento da atenção;
·         Aumento da atenção Corporal;
·         Regulação das emoções;
·         Desenvolvimento do insight metacognitivo;
·         Mudança na perspectiva do “eu”.

Observar nossos pensamentos e emoções pode ser muito útil para nosso autoconhecimento, para conhecermos melhor como atua nossa mente: como geramos pensamentos e emoções, como nos deixamos agarrar por eles e a partir dos quais agimos por acreditar que são a verdade. Aprender a “nos separar”, a “não nos identificar” com nossos pensamentos é a chave.(Dani Baldissera)
PRÁTICA DE HOJE: DISSOLUÇÃO DO EU
            Adotamos a postura de meditação que utilizamos de modo habitual. Sente o mais confortável possível... Se se sentir confortável, pode fechar os olhos. Vamos praticar mindfulness na respiração, focando nos diferentes fenômenos mentais e buscando cada um deles.
            Começamos com a RESPIRAÇÃO. Identificamos o ponto de ancoragem da respiração que costumamos utilizar (por exemplo, as narinas e o abdômen). /Tomamos consciência do processo de surgimento e desaparecimento da respiração, como suas fases de início, desenvolvimento e final de cada movimento respiratório.
            Esse processo de surgimento e desaparecimento ocorre com todos os fenômenos mentais e com todos os fenômenos que ocorrem no universo./ Somos conscientes de que o ar inspirado e que chega aos nossos pulmões vem do espaço exterior, penetra nosso corpo pelas narinas e permanece em seu interior./ Devolvemos ao exterior aquele ar que antes formava parte de nós e que expirado se dilui agora no espaço.
 Portanto, pensamos: Onde estava o ar que inspiramos antes de ser parte de nós?
 Para onde vai o ar expirado quando deixa de ser parte de nós?
O ar que entra em nosso corpo-somos nós?
E o ar com partículas nossas que se perde no exterior- somos nós?
Pensamos, onde estão o limite do nosso corpo e de nosso eu.
            Passamos agora ao campo das SENSAÇÕES e nos centramos exclusivamente nas auditivas, que podem ser as mais fáceis de trabalhar na meditação. /Identificamos um som e comprovamos que ele tem um início, um desenvolvimento e um final. /E nos perguntamos:
“Onde estava esse som antes de surgir? Para onde irá quando desaparecer? Poderia existir esse som sem nós para ouvi-lo? Quando escutamos esse som, o som somos nós ou somos simples observadores, testemunhas do som?
Passamos agora o foco aos PENSAMENTOS. Identificamos um pensamento e observamos que há um início, desenvolvimento e um final. /E nos perguntamos: “Onde estava esses pensamentos antes de surgirem? Para onde vão esses pensamentos, quando desaparecem? Nós, os observadores, quase nunca produzimos os pensamentos, já que surgem espontaneamente, como atividade natural da mente.
Assim como o olho aberto não pode evitar ver (embora possamos escolher olhar), ou o ouvido não pode evitar ouvir (embora possa escolher escutar), a mente desperta não pode evitar gerar pensamentos. Esse é o jogo da mente, que nos enreda. / A mente gera pensamentos porque é sua natureza. / Como não há um observador forte, que possa desligar-se dos pensamentos, em um dado momento crê, erroneamente, que ele os gerou e se vê sem fim./ Vamos esperar que surja um pensamento- pode ser que ao meditar não surja, por isso podemos gerar um, de preferência neutro-,  e nos perguntamos: - Quem gerou este pensamento? Por que o observador se identificou com ele? Esse pensamento, sou eu ou não? Ou sou apenas aquele que observa esses pensamentos?
Passamos às EMOÇÕES. Identificamos uma emoção que apareça na mente. Se não aparecer, faremos que surja. / Devemos sempre uma emoção de baixa intensidade e não nosso maior conflito. Observamos também que tem início, um desenvolvimento e um final. /Perguntamo-nos: Onde estava essa emoção antes que surgisse na mente? / Para onde irá depois que desaparecer? / Somos conscientes de que não geramos as emoções, elas irrompem como um jogo próprio da mente. / Pergunto-me se essa emoção sou eu ou se não sou eu. Ou se apenas sou o observador, que é a testemunha dessa emoção.
Focamos agora no EU. Observamos que também tem início, um desenvolvimento e um final. / E nos perguntamos: Onde estávamos antes de nascer? Para onde iremos ao morrer?
Tento identificar o que é o eu. /Meus pensamentos e emoções? O eu observador? Depende de como eu me identifico, se é com os pensamentos ou emoções ou com o observador? /Qual é o meu autêntico eu? /Ele está sendo criado a cada momento, dependendo de com quem me identifico?
Voltamos à respiração. Devagar, volte ao corpo. Quando quiser, comece a movimentar e a abrir os olhos.
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Essa prática nos levou a vários questionamentos, o que afinal somos? Para onde vai e de onde vem as moléculas que por um momento fazem parte de nós? Afinal, estamos então todos conectados, já que respiramos o mesmo ar? Buscar sentir as emoções, contidas em nós, foi um exercício bem interessante, o ato de soltar aquela emoção após observada e compreendida, nos coloca no lugar de observador de si mesmo, é uma prática que pode ser utilizada nos momentos em que surgem emoções mais intensas, no cotidiano, torna-se observador do que sentimos, sem julgamento, apenas consciente do momento. Ao final da prática a sensação descrita é de leveza e bem-estar. 

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